segunda-feira, 1 de agosto de 2011


Odeio aquela velha sensação de que tô perdida e sozinha nesse mundo, às vezes eu me sinto oca. Essa lágrima que reluta em se guardar nas profundezas do meu olhar, quando uma palavra ou indiferença me atingem, essa bipolaridade que não me define como realmente estou, ou talvez ela até me rotule como imprevisível. Não! Ainda assim, ela me torna uma incógnita! Tô cansada dessa tristeza profunda de não sei o quê, destes gritos ensurdecedores do meu coração. Gritam o medo que se faz presente, gritam as vontades repentinas de sumir. Gritam os fracassos das tentativas e os sucessos das não-tentativas. Ainda assim, hoje permito que por alguns instantes essa personalidade passeie por aqui, na condição de que amanhã ela faça suas malas e vá para bem longe. Hoje permito-me ser humana, permito-me chorar sem ter motivos convincentes e não ser "perfeita" e  forte o tempo todo. Permito-me "sumir" para os meus aposentos secretos porque eu estou exausta, e sou metade flor, metade aço! Enfim, permito-me ser apenas uma mulher que, além de todas as outras coisas, enfrenta mensalmente (porém nem sempre consegue vencê-la) a TPM.

Tainan Silva

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