quinta-feira, 6 de outubro de 2011

E que a certeza não escorregue...





"Se água nos olhos do palhaço molha
Menina dos olhos abandonada


Boneca de pano, de pena, chora.. quando
Água nos olhos da gente escorre

Corre beirando boca, ribeirão
Dorme junto ao coração
Faz do peito cachoeira

Leva, lavando, me deixando leve
Que a certeza não escorregue
Feito pedra de sabão


Bola, vidro, janela, bronca, tapa
Dias e dias sem televisão
Fecho porta pra não escutar briga
E, também, pra briga não escutar minha canção


Que faço distraindo a vida
Vou traindo minha sina
Distraindo decisão
Falo coisas que as vezes não faço
Sou boneca, sou palhaço, ponto de interrogação


Todo ser seria
Todo rio riria
Toda flor folia
Abajour pra escuridão


Toda brincadeira começa com alegria
Mas o sino do almoço troca o riso por feijão


Quero mais careta no retrato
Quero mais folia no meu quarto"



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