segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Palavras duras em voz de veludo, e tudo muda... Adeus velho mundo




Uma rosa atravessou seu coração. O impacto foi tão forte, fazendo com que sangrasse todo o amor que ali dentro havia crescido por aquele anjo. A cada palavra, mesmo ditas cautelosamente, a rosa perfurou com seus espinhos o que de mais belo viveu! Sangrou o coração, sangrou a alma, que transbordou nas lágrimas!  Ilusão, só porque ele sabia olhar de um modo diferente, um modo como ninguem jamais olhara, o modo como ela queria ser olhada. Ela se enganou com o doce olhar angelical, esse tipo de olhar que tem o costume de nos prender e nos deixar hipnotizados com a energia trocada nesses momentos. E através destes pequenos detalhes, ela se deixou encantar, e passou a amar. Amar sua simplicidade, seu doce mistério, inclusive suas chatices! O frio toma conta do seu corpo naquele jardim sem vida! E é por isso que ela chora... para que as lágrimas levem a frustração e regue todo o jardim de esperança que um dia ela plantou, para que novas flores possam crescer. Que as cores voltem ao seu coração. Algumas pessoas se perguntam por que ela sofre tanto com o amor. E eu vos respondo: Porque ela é feita de sentimentos, ama demais, sente exageradamente. Insegura em outros aspectos, mas quando se trata de amar,se doa intensamente, e isso custa muito caro. E por mais que os ventos e as tempestades insistam em tirar-lhe as forças, quando menos se espera ela se ergue cada vez mais bela e firme, pronta para sua nova fase, para uma nova estação. Assim ela espera...

Tainan Silva


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011


Dizem que imaginário é coisa de criança... que bom!!! Podemos crescer em maturidade, mas nunca podemos deixar que se perca a sensibilidade da criança que existe em nós. Mesmo tendo me tornado uma mulher, a menina aqui ainda se faz presente, mais viva do que nunca! Cá com meus pensamentos, num misto de angústia e paz, coragem e medo, sorriso e lágrima, minha alma inquieta-se com essa rotina e ponho a música pra tocar, decido viajar pra países distantes.  Sinto uma necessidade enorme de correr, meu corpo está aqui parado, mas minha alma neste exato momento corre para o infinito. A natureza agora me presenteia com sua beleza incomparável, com o doce aroma das flores, o farfalhar das folhas das árvores, o canto dos pássaros, trazendo consequentemente a paz ao meu coração. O tédio do cotidiano maltrata a alma, privando-a da serenidade necessária para o dia-a-dia e de ver a beleza no simples. Por isso, não tenho vergonha de dizer que uso do meu lado imaginário pra recuperar minhas energias e a tranquilidade que mereço. Chame a isso de bobagem, eu chamo de presença divina em cada detalhe.

Tainan



"Por que há alguns meses atrás me queixei de que não estava conectado com a Energia Divina? Que bobagem! Sempre estamos, é a rotina que não nos permite reconhecer isto."

(Paulo Coelho - O Aleph)

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