segunda-feira, 30 de julho de 2012


Onde está você??
Em que livro te encontras?
Em que esquina sumistes?
Foste tu apenas o meu sonho mais bonito?
A minha mais doce ilusão?
O anjo que surgiu pra mim
E me atraiu para si com aquele mistério no olhar
Pensar em você
Me causava(causa) um profundo êxtase
Onde foi parar este olhar?
Por acaso se perdeu em outro jardim?
em outro coração? Ou no abismo do medo?
Onde estão tuas palavras? Teus poemas?
Tua doce meninice?
Sim, o que me atraía em você
Era seu mistério angelical misturado à imperfeição
de um ser humano.
A doçura nas entrelinhas de tuas ações
Não, não foi uma idealização minha
Você também é este que estou vendo agora
e que escondeu sem querer o você que conheci
E mesmo ao conhecer mais uma de tuas faces, te amei
Te esperei, Chorei, Sorri, Cuidei
Com as minhas falhas
Infelizmente isso não foi o suficiente para você
Eu conheci um anjo que me chamou de Jasmim
Me cheirou, me despetalou e foi embora
O nome dele era Fanuel


Tainan Silva



Cores em cinzas!

Ela insistia em ser a borboleta azul

Por vezes se enclausurava

e se camuflava em meio aos destroços

Ninguém notara sua presença
Até ganhar sua liberdade
valsando ao som da esperança
onde o preto se perdia no branco.
Ousava diferenciar
permitindo-se a leveza
quase que, extinta do mundo.
Ousava ser a flor que brotou 
no deserto e que o vento tirou pra dançar
ao som dos bandolins. 

Tainan Silva

terça-feira, 10 de julho de 2012




Então eu tropecei naquela história. Comecei a ler e a me ver refletida em cada palavra. Levei um susto: aquele livro fora feito para mim. Me descrevia tão bem como eu não poderia me descrever...

Michelle Trevisani


"Eu queria ser outra, completamente diferente de quem eu sou. Eu queria ter outra forma de ver as coisas, outra forma de ser e de sentir. Eu queria ser daquelas mulheres decididas, fortes, que sabem o que querem, que não choram quase nunca. Eu queria ser daquelas mulheres inabaláveis, que não se abalam por pouca coisa. Eu queria ser daquelas mulheres bem resolvidas que não criam expectativas, que não romantizam tudo. Eu queria ser daquelas mulheres que não se importam, não ligam pra nada, não sofrem, não se machucam, não esperam nada de ninguém. Eu queria ter um coração mais firme, mais forte, mais durão. Eu queria ter um coração menos frouxo, menos mole, menos bobo, bem menos frágil. Eu queria ter um coração que não fosse movido à amor. Cansei de ter coração de porcelana, quero um coração de pedra. Eu queria ser mais cérebro e menos coração, queria que a razão predominasse sempre. Eu queria ser igual os outros, e conseguir ligar o botão do "foda-se" e parar de me "foder" tanto. Eu queria ser mais misteriosa, ser mais silêncio, calar nos momentos certo, saber fazer joguinhos, ser mais reservada pra me proteger mais. Eu queria ser menos aberta, menos ansiosa, menos dramática, menos insegura, menos boba, menos impaciente, menos ingênua, menos sentimental. Eu queria me importar menos, sentir menos, sofrer menos, gostar menos, me expor menos, confiar menos, acreditar menos, demonstrar menos, me decepcionar menos, e principalmente criar menos expectativas. Aprendi que ser menos, é mais. Quero ser menos. O problema é que eu não consigo ser outra, não consigo fugir de ser quem eu sou. Eu sou mais, eu sinto mais, eu sofro mais, em compensação amadureço mais rápido também. E talvez eu seja até mais feliz que essa gente que se tranca dentro de si mesmo, com medo de viver. Comigo é preto no branco, 8 ou 80, sem meio termo. Eu sou assim, sem máscaras, sem farsas, e muito drama."

Amanda Sanches

segunda-feira, 9 de julho de 2012



Se trata de uma urgência de "me transcrever",
uma agonia de mim. Preciso me esvaziar um pouco.

Como resumir em palavras tudo que aqui habita? 

Todo riso, toda lágrima, todo grito, todo silêncio 

Todo sangrar, todo cantar, todo sonhar, todo amar...

Minh' alma é um texto enigmático,
não são todos que desvendam 
a metade do que ele quer dizer.
Nem eu mesma tenho tal habilidade. 
Mas quando vou descobrindo, 
percebo que era tudo tão simples. 
Acredito que só uma palavra define 
essa complexidade do meu ser: Intensidade. 
É isto que descubro ao tentar 
me colocar em uma folha de papel. 
O resto? O resto é inconstante, indefinido, 
incerto, incomum, menos invariável. 

Tainan Silva

quarta-feira, 4 de julho de 2012


Sentiu que era a hora
Mais um processo de metamorfose
Então correu
Os pés descalços, sujos de lama 
Era inverno
Algo dentro dela gritava
Lágrimas rolavam pela sua face
Indo direto ao seu coração.
Só uns instantes de paz, era tudo que queria
Esquecer dos sentimentos,
esquecer de si
Sair da desordem
que se instalou em sua alma
Precisava recuperar suas forças.
Estava sangrando
Sangrando o amor que outrora sentiu.

Tainan Silva


Que a leveza não me fuja
Que a dança me liberte

Que a minha essência permaneça
Que a serenidade seja o meu escudo
Que a natureza me acalme
Que a meninice da alma perdure
Que a loucura seja a minha alegria
Que a música seja intérprete de minh'alma
Que o meu sorriso seja sinal de força
Que a minha lágrima transborde a minha humanidade
Que a simplicidade seja minha companheira
Que a solidão necessária seja minha escola
Que a arte seja minha distração
Que eu possa crescer 
Sem precisar anular 
o tesouro que há em mim.
É tudo o que eu quero agora...

Tainan Silva

segunda-feira, 2 de julho de 2012


Não tente me definir.
Sou menina e sou mulher

sou anjo, sou flor

fada e bruxa

Gelo e fogo

bailarina e atriz
doce e fria.
Sou tudo aquilo que confunde seus olhos
Tudo o que você detesta e tudo que você mais deseja
Sou a incógnita, a certeza, o sim, o não.
Sou uma só, e sou todas dentro de mim.

Tainan Silva
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